quinta-feira, 22 de abril de 2010


Que raiva.
Não tanto de você, claro raiva de você não atender o celular, raiva de você ter sumido.
Mas a maior raiva é de mim mesma, de tentar ficar mentindo pro espelho que eu não estou esperando a ligação de volta, que eu não me importo se você está ficando com mais pessoas, de que no fundo eu sei que tudo é mentira, que eu gosto de você, e eu odeio isso, odeio tudo que você faz, tudo que já fez, então por que eu ainda quero te ver ? Por que eu não consigo me convencer que você é mais uma ?
Você e eu ? Piada né? Eu devia saber, é como óleo e água, não tem como dar certo.Então por que eu ainda tenho esperança de que sua opinião seja diferente do que eu sei que é ? Por que eu não estou sorrindo, e acho que meus dias estão monótonos e chatos?
Me disseram que é preciso passar por coisas ruins, coisas que não te deixam tão bem assim...
A garota que eu era odeia a garota que virei.
Os meus pensamentos fazem cada hora as coisas parecerem de um jeito.
Amanhã será estranho, vai ser como assinar uma carta de suicídio. Mas, to aqui, não vou fugir, vou enfrentar as consequências, mesmo que elas não sejam tão boas assim...
Se é que vai ter o "amanhã".
É tão estranho, parece que o tempo tá passando rápido e devagar.
















"O telefone não toca,
A agonia sufoca.
Eu não aprendi a esperar.
Embora pareça inalterada pelo tempo.
Os meus pensamentos fazem tudo mudar."

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